Mundo · Papo Histórico

O cercamento

cercamento bike

A Inglaterra do século XVI estava em plena prosperidade econômica, um dos fortes era a manufatura de lã. A lã fornecia a matéria prima para a produção de tecidos.

Conforme o mercado crescia aumentava a demanda em busca de tecidos e para tanto, fez-se necessário inovar. Nada tão diferente dos dias atuais, a inovação é uma das chaves do negócio que abre portas. Naquela ocasião os camponeses que usavam a terra  para sua sobrevivência por meio da agricultura, viram como um furacão, o instante em que os produtores de lã chegaram sem receio nenhum com os cercamentos. O cercamento define-se pelo fincar de cercas ao derredor de terras que seriam destinadas a criação de ovelhas. Aqui, ainda que timidamente, já podemos observar vestígios do capitalismo porque a intenção desses produtores era ganhar com a expansão do mercado marítimo.

Como diz o ditado popular “alguém precisa perder para que o outro ganhe”, nesse contexto muitos sofreram as consequências. Os camponeses foram perdendo as propriedades, à proporção que, os ricos introduziam as mais avançadas técnicas agrícolas existentes na época para o cultivo da terra, a criação do gado e ovelhas. Ou seja, não havia como competir mano- a- mano com os grandes proprietários.

Dessa forma, os camponeses tiveram que adaptar-se a outro modo de vida na cidade. E para lá foram eles a serviço das fábricas que já começavam a surgir e explorar a mão de obra barata desse povo.

Ao que podemos perceber, conforme o mercado da época inicia sua expansão através das fábricas, na cidade, a estrutura social é reorganizada gerando uma sociedade dividida em camadas, burguesia e proletariado. O cercamento, foi apenas um dos pontos que desencadearam mudanças que nos dias atuais ainda persistem, só o que muda são os atores e o cenário, no mais, a história é a mesma.

Cadê a novidade? Onde esconderam as surpresas? Será que os poucos donos de grandes extensões de terras existentes no Brasil, tiveram aulas com os mestres europeus? Porque coincidentemente, acontece o mesmo com o povo sem terra que assim como os camponeses, foram e são privados de um pedaço de chão onde possam plantar e descansar! Onde possam viver como homens e não máquinas contrárias a natureza humana.

Aviso! Não manjo muito de história, meu negócio é escrever e bater um papo, por isso, historiadores de plantão não me crucifiquem! Se falei besteira em meio a verdades, me corrijam e deixem suas contribuições para a “humanidade” ligada no expresso do coração. 

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